Archive | July, 2010

Nuit Blanche

30 Jul

Nuit Blanche from Spy Films on Vimeo.

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today’s thought

28 Jul

à beira do consumismo.

28 Jul

Paul&Joe Summer 2010

PHOTOESPAÑA

28 Jul

Adoro descobrir, num site britânico, um festival de fotografia espanhola, que esteve em Lisboa… até à semana passada.

Mas os portefólios são geniais.

http://www.phedigital.com/index.php?sec=porfolio

They can’t see how frontiers are all around us

28 Jul

Levi’s “Go Forth” Campaign

28 Jul

“Quais os desígnios de Deus? Quererá Ele o Bem ou a escolha do Bem? Um homem que escolhe o Mal, será por acaso ou de certo modo, melhor do que um homem a quem impõem o Bem?”

International Festival for the Post-Digital Creation Culture

27 Jul

OFFF’10

Quem me dera ter ido ao OFFF oeiras o ano passado. Mas para os que até podem dar um saltinho a Paris, lembrem-se que os museus, até aos 25 anos, são gratuitos!

sympathy for the devil

26 Jul

Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.

25 Jul

A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada descuidada.
Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.

Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.

Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.

Não se zanguem com ela.
São tolerantes com ela.
O que era eu um vaso vazio?

Olham os cacos absurdamente conscientes,
Mas conscientes de si mesmos, não conscientes deles.

Olham e sorriem.
Sorriem tolerantes à criada involuntária.

Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.
Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.
A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
Um caco.
E os deuses olham-o especialmente, pois não sabem por que ficou ali.

A minha alma partiu: Álvaro de Campos, in “Poemas”

Poema


A Minha Alma Partiu-se A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada descuidada.
Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.

Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.

Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.

Não se zanguem com ela.
São tolerantes com ela.
O que era eu um vaso vazio?

Olham os cacos absurdamente conscientes,
Mas conscientes de si mesmos, não conscientes deles.

Olham e sorriem.
Sorriem tolerantes à criada involuntária.

Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.
Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.
A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
Um caco.
E os deuses olham-o especialmente, pois não sabem por que ficou ali.

Álvaro de Campos, in “Poemas”

let’s dance like in the 80’s

24 Jul

by Steve Mack